FOQA

Análise de dados de voo, do registro ao debriefing.

A Cruise entrega o núcleo analítico de um programa de FOQA: cada voo gravado vira evento auditável, indicador de tendência e material de debriefing, sem o operador montar equipe de dados.

  • 200+

    tipos de verificação

  • 12

    famílias de parâmetros

  • 2

    métodos independentes sobre o mesmo voo

Como analisamos

Dois olhares sobre o mesmo voo.

Um confere a regra. O outro encontra o que ainda não virou regra.

Conferência de limites

Cada voo é conferido contra os limites do fabricante e os procedimentos do operador, levando em conta a fase do voo e a configuração da aeronave.

Comparação com a frota

Cada voo é comparado com o jeito habitual de voar da frota. O desvio aparece mesmo quando nenhum limite foi ultrapassado.

Os dois juntos

Quando os dois métodos apontam o mesmo trecho, a equipe de segurança tem evidência independente para priorizar a revisão.

Cobertura

Doze famílias de análise.

Da pilotagem ao combustível, com critérios ajustados à operação de cada frota.

Pilotagem e trajetória

  • Velocidade e energiaAvião rápido ou lento demais para o momento do voo.
  • Altitude e perfil verticalDescida e aproximação contra o caminho esperado.
  • Atitude e manobraDecolagem, pouso e movimentos bruscos.
  • Trajetória lateral e navegaçãoDesvio de eixo, de rota e de circuito de tráfego.
  • Proximidade do solo e envelopeDistância do terreno e margem de segurança.

Aeronave e motor

  • Motor e propulsãoTorque, temperatura e rotação por fase de voo.
  • Saúde de sistemas e tendênciaÓleo, gerador e desempenho que degradam aos poucos.
  • Fator de carga e confortoPouso brusco, turbulência e carga sobre a estrutura.
  • AutomaçãoUso do piloto automático em cada parte do voo.

Operação e contexto

  • AmbienteVento, rajada e temperatura em cada decolagem e pouso.
  • Operação de soloTáxi, corrida de decolagem e distância de pouso.
  • Massa e combustívelPeso e consumo planejados contra o realizado.

Estudo de caso

Um pouso real, visto por dois métodos.

Os três minutos finais de uma aproximação, analisados por dois caminhos independentes. Os dois chegaram ao mesmo trecho.

  1. 01 · Comparação com a frota

    A aeronave chegou alta

    Durante quase toda a aproximação, o voo ficou acima do perfil que a frota costuma seguir. A correção veio tarde, com uma descida acentuada nos instantes finais. Nenhum limite foi consultado nesta análise.

    Gráfico da altitude nos três minutos finais: a linha do voo analisado fica acima da faixa habitual da frota e só a alcança no fim.
    Altitude na aproximação.
  2. 02 · Comparação com a frota

    A inclinação também fugiu do padrão

    No mesmo trecho, a inclinação lateral oscilou fora da faixa habitual da frota, com uma inversão perto do pouso. Sozinho, o sinal poderia passar por turbulência. Junto com a altitude, conta outra história.

    Gráfico da inclinação lateral nos três minutos finais: a linha do voo analisado oscila abaixo da faixa habitual da frota e a cruza perto do pouso.
    Inclinação lateral na aproximação.
  3. 03 · Conferência de limites

    Os limites confirmaram

    Em separado, a conferência contra os critérios do operador registrou três excedências na mesma aproximação: razão de descida, aproximação não estabilizada e velocidade. Cada registro guarda o valor máximo, a duração e a regra aplicada.

  4. 04 · Replay 3D

    O replay mostrou o porquê

    Recriado em 3D, o trecho mostra a aeronave fazendo desvios laterais para perder altura antes da pista. É o que explica os dois sinais ao mesmo tempo, e o material segue pronto para o debriefing com a tripulação.

Outro voo · aproximação estabilizada

Estável no começo, fora da faixa no meio

A plataforma classifica cada segundo da aproximação final. Para contar como estável, velocidade, razão de descida, inclinação e atitude de nariz precisam estar dentro do critério ao mesmo tempo. Neste voo, a descida começou estabilizada. Perto da metade, a velocidade saiu da faixa por cerca de vinte segundos, voltou, e escapou de novo por instantes já perto da pista. Os outros três parâmetros ficaram dentro do critério do início ao fim.

Gráfico do perfil de descida segundo a segundo: pontos verdes no início, um trecho de pontos vermelhos no meio, verdes de novo e dois trechos curtos em vermelho perto do fim.
Perfil de descida, um ponto por segundo. Verde: estável. Vermelho: desvio. Altura sobre a pista, escala omitida.

Faixa: como a frota costuma voar. Linha tracejada: o voo típico. Linha laranja: o voo analisado. Escala vertical omitida. Voos reais processados pela plataforma. Aeronave, tripulação, data e local suprimidos.

Replay 3D

O voo recriado, segundo a segundo.

Encontrado o trecho, a plataforma recria o voo em 3D a partir dos dados gravados: onde o avião estava, como estava inclinado e como estava configurado.

Tela do replay 3D da plataforma: aeronave em cruzeiro sobre o terreno, com fitas de velocidade e altitude, fase do voo e linha do tempo.
Voo real processado pela plataforma. Rota e identificação anonimizadas.
  • Painel da cabineOs instrumentos como a tripulação os via, no mesmo instante.
  • Eventos na linha do tempoSalto direto ao instante de cada excedência.
  • Câmeras livresVisão externa, de cabine e de aproximação.
  • Exportar vídeoO trecho sai pronto para briefing, treinamento e reunião de segurança.

Entrega

O que a segurança operacional recebe.

O mesmo dado de voo que alimenta a manutenção preditiva serve à qualidade da operação.

Evento auditável

Cada evento guarda o que aconteceu, em que fase do voo e sob qual regra do operador.

Tendência da frota

Indicadores por aeronave, base e tipo de operação, para ver o que se repete.

Material de debriefing

O trecho do voo pronto para conversar com a tripulação e para treinamento.

Quais análises se aplicam a cada frota depende do que o gravador registra, com que frequência e em que formato. O documento de capacidades completo é apresentado sob confidencialidade.

Pedir o documento de capacidades